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22 de Janeiro de 2019

Tabela de honorários da OAB e a realidade na advocacia

Por que existe dificuldade em cobrar os valores da tabela de honorários da OAB no inicio da advocacia?

Adriana C. de Paula Gonçalves, Advogado
há 9 meses

Essa semana me deparei com um caso que me deixou pensativa. Ao responder uma dúvida de um cliente no EO do Jusbrasil, fiquei preocupada com a reação do mesmo ao dizer que, para analisar mais profundamente o caso (seria necessário a análise de documentos), teria que agendar uma consulta no escritório.

Primeiramente veio o susto do cliente: "como assim agendar consulta? Você vai me cobrar para esclarecer uma dúvida?", enfim, o cliente sumiu (risos). Aí fico pensando: seria uma questão cultural do brasileiro achar que o advogado deve esclarecer dúvidas de graça?

Vejam bem, as dúvidas do cliente são nosso trabalho, então nada mais justo que cobrar, até porque, muitas vezes - e isso já aconteceu comigo - o cliente resolve o problema dele apenas com o esclarecimento do advogado, então por que não pagar?

E diante desse pensamento me veio outra questão: a tabela de honorários mínimos da OAB/SP cobra R$357,23 por uma consulta simples e R$765,50 por consulta de análise de documentos. Na minha humilde opinião muito justo por sinal, mas, seria algo dentro da realidade do nosso país? Como uma advogado no inicio de carreira vai conseguir cobrar tais valores?

Claro que deve haver bom senso em tudo nessa vida. Se a causa do cliente é de R$200,00, não dá para cobrar esses valores por uma consulta, mas, independente disso, a minha maior questão é por que para um médico, as pessoas pagam altos valores sem nem questionar, imagine se o tratamento fosse o mesmo, chegar ao consultório médico e dizer: " O Drº vai me cobrar só para dar uma olhadinha em mim?

Bom, eu nunca vi isso acontecer , o advogado iniciante que hoje decide trabalhar de forma autônoma, sem se submeter a trabalhar em grandes escritórios para ganhar valores ainda mais insignificantes, passa por diversas dificuldades diárias. A captação de clientes, que é difícil como todos sabemos, as dificuldades no processo, que todo inciante passa pela pouca experiência que tem, as dificuldades econômicas, enfim, nem dá para dizer todas sem ficar deprimida (risos).

A tabela de honorários é um norte para a cobrança na advocacia, porém na minha opinião a OAB deveria investir mais em conscientização não somente dos advogados para que cobrem, na medida do possível, tais valores, evitando assim as cobranças de valores aviltantes que desmerecem e desprestigiam a profissão, mas, principalmente uma conscientização da população, para que entendam que advogado não vive de sonhos, como qualquer outro precisa de dinheiro para pagar as contas e viver.

A carreira na advocacia é uma carreira de fortes e sonhadores, que buscam a justiça aos seus clientes. É uma carreira de apaixonados pelo direito, que não medem esforços para solucionar os problemas daqueles que os procuram. Eu, particularmente, amo o que faço, tanto que nem sinto como um trabalho, uma obrigação. É demasiadamente prazeroso, e ficaria extremamente triste de ter que abandonar a carreira autônoma para advogar em um grande escritório em busca de uma remuneração baixa, porém constante.

Espero que a visão da advocacia mude com o passar dos anos para que possamos ter um orgulho ainda maior da nossa classe, fica o desabafo!

387 Comentários

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Adriana, muito boa a sua observação. Eu percebo que os cidadãos em geral têm realmente muitas dúvidas. Dúvidas que não necessariamente são consultas. Para mim, como advogado, consulta é a formulação de uma estratégia de solução com base em um problema real.

Já a resposta a uma dúvida é um dever de informação de qualquer pessoa e mais ainda do advogado. Cidadãos desinformados que sequer sabem seus direitos mínimos pagam menos porque estão completamente alheios aos direitos básicos.

Quando alguém quer saber quais direitos tem ao sair de um emprego isso não é uma consulta. Quando alguém quer saber como deve contribuir pra Previdência ou se tem direito a receber algo dela isso é um direito fundamental à informações básicas que estão na lei. Por outro lado, tendo um caso concreto com características específicas e desejando uma orientação estratégica, isso sim é uma consulta.

Se as pessoas - os advogados - se importassem mais em difundir conhecimento, a situação seria outra. Cidadãos informados conscientes de suas necessidades e valorizando o trabalho complexo dos profissionais. É assim em qualquer decisão de compra. Eu me informo sobre os produtos que quero comprar e decido pelo que mais se encaixa pra minha necessidade. Um cidadão precisa ter uma noção básica de seus direitos para tomar decisões e valorizar a advocacia.

Enquanto a OAB mantiver cidadãos desinformados em nome da ética, advogados vaidosos escreverem de forma incompreensível e os cidadãos forem completamente ignorantes em relação aos seus direitos, a advocacia será desvalorizada.

Além disso, os profissionais do direito precisam enxergar além da advocacia. Há tantas ideias a serem exploradas, mas a visão conservadora mata qualquer inovação. O mercado saturado e sem criatividade é a razão de toda a frustração que estamos vivendo.

Abraços e obrigado por compartilhar sua visão com a comunidade. continuar lendo

Excelente complemento para o tema.

Obrigado. continuar lendo

Muito bem ponderado. Parabéns. continuar lendo

Concordo plenamente com sua colocação, esclarecer uma dúvida de uma pessoa, não é uma consulta.
Consulta é quando levam um caso até você e querem uma solução dentro do direito. continuar lendo

Me desculpe....., então que procurem órgãos de assistenciais, como defensoria pública, ministério do trabalho. O advogado não é o pedagogo da sociedade, mas um profissional como outro qualquer, que paga anuidade, energia, telefone, tonner e etc. Quem acha que pode tirar a "duvidazinha" por filatropia, que coloque uma placa em seu escritório. Ah, e não esqueça do cafezinho e a água desse "cliente". continuar lendo

Ótima colocação, até porque poucos podem pagar esses preços exorbitantes quando comparamos com o valor do salário minimo e os valores da remuneração da maioria dos trabalhadores. continuar lendo

Caro Matheus, é que a desinformação gera "gado" e quem a detém, por vezes, teem seu ego elevado. Isto, claro, sem deixar o real esclarecimento da necessidade de orçar pagamento de honorários por serviços há serem prestados. continuar lendo

@cbeduardo

Esse é o juramento que todo advogado faz quando recebe sua carteira:

“Prometo exercer a advocacia com dignidade e independência, observar a ética, os deveres e prerrogativas profissionais e defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado Democrático, os direitos humanos, a justiça social, a boa aplicação das leis, a rápida administração da Justiça e o aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas”.

O que é o aperfeiçoamento da cultura senão contribuir para o saber e conhecimento?

Lamento que muitos não enxerguem dessa forma. continuar lendo

Parabéns Mateus Galvão! Você é realmente uma pessoa de visão, concordo em número, Gênero e Grau com o seu comentário a cerca do assunto. Comparar a atuação do Advogado com á "Médico", é no minimo uma coisa esdruxula e idiota. O sujeito se obriga a pagar o valor da consulta cobrada pelo médico, porque na verdade, é saúde dele que está cheque e ele tem consciência que se ele não cuidar, corre o risco de sofrer graves consequencias e até de morrer. continuar lendo

Dra. Adriana,

Assino em baixo!

Como faço para entrar em contato privativamente com a doutora. Quero conversar mais profundamente com você sobre isso.

Aguardo contato.

Atenciosamente,

Leonardo Paiva. continuar lendo

Falou tudo Dr. Matheus, nesta profissão há muito mercantilismo. continuar lendo

Discordo parcialmente.
Para mim, uma dúvida seria uma situação hipotética ou abstrata. Como o sujeito perguntar o motivo de o Aécio não ser preso pelo Moro, isto sim é uma dúvida.
Já qualquer situação concreta que a pessoa estiver enfrentando e procura o auxílio de um advogado para saber como agir, é consulta.
E, na minha opinião, deveria ser remunerada. continuar lendo

De acordo, aqueles que possuem determinadas habilidades tem muito mais a doar...
lendo alguns comentários fiquei com a ideia que alguns advogados parecem um cofrinho: "insira sua moeda aqui" e só assim poderei lhe dizer algo...
eu mesmo já atuei em vários processos sem receber nada em troca, somente pq sabia que estava fazendo a coisa certa! continuar lendo

Romântica sua visão, mas respeitosamente discordo, até porque ela é falaciosa!

Há uma linha muito, muito tênue entre o que é dever de informação e o que é informação especializada, dirigida. E não tem nada a ver com estratégia de solução para o caso.

Advocacia é um munus público, sim, mas de caráter privado. Se um advogado ficar apenas respondendo dúvidas, por mais genéricas que forem, não fará mais nada da vida, e me desculpe, se você tem esse tempo, de ficar trabalhando de graça, muito bem, mas creio que essa não é a realidade da maioria dos advogados desse país!

E mais, só para contextualizar: vá num médico e veja se ele te atende para consultar qualquer dúvida, por mais simples e genérica que seja sobre sua saúde. Ele não vai te atender sem cobrar consulta, só que para qualquer cidadão pagar uma consulta para isso é natural.

Seu próprio exemplo (cliente com dúvidas ao sair de um emprego) já é falacioso, pois duvido um trabalhador que não tenha conhecimentos mínimos de seus direitos trabalhistas. O que demandam saber, na grande maioria das vezes, vem das próprias peculiaridades dos seus casos concretos, daquilo que ele quer resolver, daquilo que viveu. Dificilmente - até por experiência minha própria de advocacia, são dúvidas "em tese", com o cliente fazendo perguntas desvinculadas do seu caso concreto. Então paremos de falar em dever de informação, porque a informação geral está aí, posta para quem quiser (ou souber) ler.

Ou seja, onde quero chegar: informação BOA custa dinheiro, sim! Ahh, é, mas está na lei, são direitos básicos, etc.. Concordo! Mas para isso existe a própria lei, cujo texto é público e acessível atualmente a todos. Temos a internet, o sindicato, o JusBrasil, fóruns jurídicos, sites como o do Planalto para consulta de legislação, etc. Vivemos na era digital, da facilidade da informação. Aí o cidadão em geral pode tirar suas dúvidas mais básicas. Se elas ainda assim persistem, me parece que já temos algo mais complexo que uma simples dúvida, a ponto de alguém precisar de um profissional para orientações.

Aí vem alguém me dizer: mas o cidadão não entende! Não consegue interpretar! A legislação é complexa! Bom, é aí que entra o advogado.

Se toda a informação fosse dever e tudo fosse tão acessível a todos, não precisaríamos de técnicos em informática, de mecânicos, de médicos, de farmacêuticos! Ou estou enganado?

E me desculpe a observação, mas é infeliz e falaciosa a sua visão e postura frente à OAB. Não se trata de desinformação ou de manter cidadãos desinformados. Até porque como já frisei, a lei, seus textos, são públicos, as escolas e faculdades acessíveis - a princípio, a qualquer cidadão também.

Interpretar, aplicar ao caso concreto de cada um, às peculiaridades de cada situação, aí já é outra coisa, e aí é que entra a ação intelectual do advogado, de onde ele tira, aliás, o seu sustento.

Dizer que o cidadão precisa ter uma noção básica dos seus direitos é bonito, todavia é retórica vazia, pois não é o advogado o responsável por educar os cidadãos, e até porque esses direitos dependem da implementação, na maioria das vezes, de condições que só podem ser avaliadas em concreto, caso a caso, e conforme já dito, a informação básica (o texto da lei) está aí para quem quiser (ou souber) ler e entender. continuar lendo

Engraçado, pq não tiram dúvidas com os médicos?
"Ei doutor, tô com uma dor nas costas, tomo o remédio X ou Y"
"Doutor, tô com dúvida se tenho pneumonia ou apenas virose, me tira essa dúvida aqui"

A desvalorização da advocacia parte da própria classe. Se querem informação que as pessoas vão procurar na internet ou na defensoria pública. continuar lendo

Dr.Matheus, parabéns pela exposição clara do que é consulta e o que é uma duvida, e a falta de conhecimento do direito pelo cidadão... Além de tirar a dúvida geralmente chamo a atenção para que usem seu direito de cobrar na esfera administrativa, nos sac, ouvidoria, anatel, ou aos procon pelo www.consumidor.gov.br, pelos pré processuais...

Por que quando ele volta volta para agradecer a orientação e já temos uma lide mais robusta, pois foram tentadas as soluções pacificas e podemos cobrar agora a consulta e a lide conforme o caso com tranquilidade, pois há materializado os pedidos e a negativa do atendimento pelo fornecedor...

Há os casos que se resolvem administrativamente, neste caso quando aparecem é para agradecer... e nos ouvirá com um resultado positivo já gravado...
Além de estarmos ajudando a economia funcionar direito... pois aqueles que não funcionarem merecem uma boa pancada... continuar lendo

Compactuo com todo o seu raciocínio.

Vou além em um detalhe: a OAB gasta somas imensuráveis e nunca declaradas a nós advogados, que somos que fomenta Ela toda.

Penso que ao invés de inúmeras viagens de membros de conselhos, seccionais e subseções que diariamente estão em todo o território nacional inaugurando salas e outros eventos sem tanta necessidade de tamanha exposição, poderia utilizar esses recursos, que são oriundos de nossas anuidades e que nunca são declarados para onde está indo, e formar melhor forma o profissional recém formado. continuar lendo

Boa ponderação, Matheus. Deve um economista cobrar pela dúvida que alguém levanta, sobre o que vem a ser a taxa Selic, uma curva de demanda, ou como se calcula um valor futuro? Acredito que não. Situação diferente seria uma consulta para montar uma carteira hipotética, com títulos atrelados à Selic, que podem variar de acordo com a demanda, e com a demonstração de diferentes cenários de resultados futuros.

Ambas situações transitam na mesma área de conhecimento, mas a primeira é uma dúvida genérica, a segunda uma consulta pontual. Acredito que o tratamento deveria ser análogo em outras profissões. Da medicina ao direito. continuar lendo

Dr. Matheus, me tornei sua fã.
Até a sua explicação é contundente.
Amo direito, mas sou professora. Já ganhei causas de indenização sem precisar de advogado, pois no JEC até 20 salários, não há tal necessidade. Sei o trabalho que dá, preparar uma petição, fundamentada, concisa e, às vezes, ter que participar de audiência de instrução. Tive que fazer isso sozinha quando optei por não contratar um advogado e não desvalorizo o trabalho de um profissional.
Entretanto, se temos dúvida, temos que procurar um advogado e sou contra a pagar consulta e não pagaria sem ao menos saber se o profissional realmente é bom e vai me passar segurança.
Se vamos a uma loja não pagamos pelas informações que o vendedor nos dá sobre um produto. Vende mais quem sabe atender melhor, explicar melhor, convencer melhor. Na advocacia creio que seja assim também. Quem vai contratar um advogado particular, procura saber quem é bom e só sabemos quem é, quando conversamos com o profissional.
Parabéns pelas suas observações.
Abraço

Nicolly continuar lendo

Disse tudo que eu gostaria de dizer. continuar lendo

Excelentes observações...
Ainda acrescento que a cultura beligerante de nosso país nos leva a discrepâncias difíceis de serem entendidas... Exemplo disso é o instituto da Conciliação. Felizmente uma conquista jurídica que está sendo bem difundida, mas infelizmente uma forma de desvalorizar o trabalho de centenas de profissionais que trabalham duro, investindo - e muito - em formação e qualificação, mas sem perspectiva de qualquer tipo de remuneração, ao menos aqui no Estado de São Paulo. É uma pena, já que centenas e centenas de processos são retirados do sistema judiciário (que hoje conta com quase 90.000.000 de processos em andamento), em função do bom trabalho desta classe chamada Conciliadores e Mediadores. continuar lendo

@carneiroribeiro

Obrigado por contribuir e, principalmente por discordar. Mas vou discordar da sua discordância. Acho que você não entendeu muito bem o ponto. O que eu disse não é que os advogados devam atender de graça. Consulta deve ser paga.

Ninguém vai ao médico porque quer aprender sobre pneumonia ou gonorreia. Um paciente não chega no consultório simplesmente porque ele tem uma dúvida médica. Pelo contrário, ele sana essa dúvida por outros meios: ações de educação, artigos na internet, folhetos.... A questão é que ele sabe de antemão que pode se encaixar no problema.

Um paciente tem a noção de que se estiver muito tempo tossindo ele precisa identificar o que é aquilo. Mesmo que a tosse seja algo insignificante, ele paga ao médico.

Quando alguém pesquisa pneumonia no Google, os dois primeiros links que aparecem são esses:

https://minutosaudavel.com.br/pneumonia-sintomas-formas-de-tratamentoediagnostico/

http://www.minhavida.com.br/saúde/temas/pneumonia

Olha a profundidade destes conteúdos. Ele esclarece sintomas, tratamento e diagnóstico e destaca que é preciso acompanhamento médico. Artigos assim mostram o problema, informam as pessoas. Só um profissional muito egoísta e mercenário para conceber que esse tipo de publicação é uma afronta indigna à profissão.

Na área de saúde em geral,informação é extremamente acessível. Pesquise algo sobre ansiedade e publicações esclarecedoras vão aparecer no Google. Pesquise algo sobre alimentação saudável e outras publicações excelentes e claras aparecerão.

Agora pesquise algo da área jurídica e compare a disponibilidade de informação clara, objetiva e relevante. A maior parte dos autores jurídicos escrevem de forma obscura, com jargões técnicos, sem esclarecer nada. Fazem questão de escrever assim e colocar ao final "procure um advogado especializado".

Ninguém vai a um advogado para esclarecer uma dúvida, a não ser que ele seja algum conhecido ou esteja do seu lado. Se alguém me perguntar o que é uma execução fiscal eu terei o maior prazer em responder. Se alguém me perguntar a diferença entre tributo e imposto terei o maior prazer em responder (inclusive já fiz isso: https://galvomatheus.jusbrasil.com.br/artigos/123278014/qualadiferenca-entre-tributo-impostoetaxa)

Do mesmo jeito ninguém vai ao médico tirar dúvidas. A questão é que os problemas médicos são tão divulgados e há um acesso à informação tão elevado que todos sabemos o que podemos ter. No direito não. Um cidadão não sabe sequer que precisa de um advogado para fazer um contrato.

Veja a diferença do acesso à informação para a consulta:

- Dúvida: o que é pneumonia? Quais seus sintomas? Como é tratada? Quais as consequências?
- Consulta: Dr. estou tossindo com secreção há sete dias, tendo febre, isso pode ser pneumonia?

O médico pode confirmar ou não, mas o paciente tem noção do problema e vai pagar para saber se ele tem ou não a doença.

No direito as pessoas também poderiam ter acesso à informações do tipo:

- Dúvida: o que é direito de laje? Como posso adquirir esse direito? Quem tem direito? Quais os requisitos para adquirir?
- Consulta: Dr. Meu marido quer construir sobre a casa da mãe dele; ela já cedeu a laje, como regularizamos?

Se a gente não sabe que tem um problema nunca vamos pagar para resolver. continuar lendo

Melhor contraposição Eduardo Oliveira. Deveria haver a inclusão de ensino dos Direitos Básicos de todo cidadão ainda nas escolas. continuar lendo

Verdade, mas acredito que as pessoas que querem tirar dúvidas, elas deveriam ir até os Órgãos públicos, pois lá os servidores tem o dever de tirar suas dúvidas, Ministério Público do Trabalho e Emprego e etc.

Pois na maioria das vezes, quando um cliente chega ao escritório, ele quer tirar inúmeras dúvidas, mesmo tendo uma problema, parece que o advogado tem a obrigação de resolver suas dúvidas, disponibilizando gratuitamente uma aula de direito. Dúvidas de 20 minutos, até não vejo problema, mais se analisarmos é difícil que um possível cliente, tome apenas 20 minutos para tirar uma dúvida. continuar lendo

Dra Adriana,
Parabéns pela resistência!

Não forneça, sob hipótese alguma, quaisquer tipos de orientações sistema 0800.
Eduque seus clientes.

Se todos os advogados forem seguros neste quesito, logo os clientes entenderão que terão que meter a mão no bolso para poder conseguir sanas suas 'dúvidas'.
Não sano dúvidas de seu ninguém e ainda quando me procuram tentando sanar 'dúvidazinhas' via aplicativo Wpp, remeto imediatamente o link de uma postagem minha no canal Youtube em que assevero aos quatro cantos do país que EU COBRO CONSULTA.

Tem uma campanha da OAB-PE que o cartaz diz: Honorários não são gorjetas! Consulta não é opinião, é explicação de conhecimento!!!!

Grande abraço! continuar lendo

Obrigada, devemos nos valorizar sempre em primeiro lugar. continuar lendo

bom dia
advogado, como qualquer outra profissão, deveria analisar o fato, fornecendo ao cliente um orçamento.
Caso o cliente aceite o orçamento, dar a instrução necessária cobrando seus honorários.
Caso o cliente não aceite, não há o que informar, instruir, e tomar conhecimento da causa.
Detalhe:
Mesmo sendo advogado iniciante tem conhecimentos, pois antes de se formar plenamente participou de escritórios ou já obteve informação necessária ao desempenho de sua profissão. continuar lendo

Parabéns pelo comentário!Valorização profissional sempre! continuar lendo

Fato! Com base na realidade brasileira, acredito que seria ideal ter uma base de cobrança, tipo para advogados iniciantes com Xs anos de advocacia, Advogados moderadores e etc...
Cada tipo de advogado com determinado tempo de serviço e valor a ser cobrado, pois apesar de justo, nem todos podem infelizmente efetuar tal pagamento e existe pessoas que realmente necessitam da justiça para resolver algum problema. continuar lendo

Vcs vão perder clientes pela ganância. Já vão cobrar 30% de honorários e ainda querem 700 reais pra não resolver nada... Discordo totalmente continuar lendo

Colega, são excelentes suas colocações. Parabéns.
Ocorre, que até o próprio JusBrasil, não busca conscientizar os usuários do sistema, os quais acreditam ser este canal, um braço da defensoria pública. É uma preocupação, que simplesmente, não existe.
Cada vez mais para o advogado, se torna uma perda de tempo, improdutivo, responder aos usuários que aqui buscam soluções, de graça!
O JusBrasil é o maior site do Brasil a ofertar este serviços, e o que se observa, é apenas a preocupação em lucrar cada vez mais com os advogados, os quais, aqui buscam uma extensão de sua clientela. continuar lendo

Obrigada colega,e realmente acredito que o site jusbrasil deveria deixar claro aos usuários que esclarecimentos mais profundos sobre suas dúvidas devem ser pagas por meio de uma consulta, o que realmente não ocorre, perfeita a sua colocação. continuar lendo

Epaaaaa... A culpa não é do Jusbrasil nem de quaisquer outros portais que liberam áreas para o cliente fazer seus questionamentos a advogados. O problema é que os usuários não querem, de fato, pagar as consultas e usam tais espaços para tirarem proveito dos 'bestas'.
Inclusive, no caso do Jusbrasil, tem até um espaço para o usuário colocar sua renda; Ora, a questão é óbvia: se o cara tem rendimento de 1 salário mínimo, é lógico que não vai ter dinheiro para pagar 200 reais de uma consulta. Eu nem me interesso em saber minúcias de casos de pessoas com tais rendimentos. É uma questão de lógica.
Muitos precisam apenas do amparo de uma boa Defensoria estadual, mas dão uma de espertos e querem sanar dúvidas com advogados particulares como se tivessem como arcar com tais custos. continuar lendo

Concordo com Fátima. O jusbrasil não tem culpa de nada e tem todo direito de cobrar por seus serviços na modalidade PRO. Mas não é por ser PRO que o usuário terá obrigação de solucionar casos de graça.Isso não está no "regimento"... rsrsrs continuar lendo

@weslheyramos Obrigado por participar =]. Tenho alguns pontos que sempre levanto e, inclusive, comentei abaixo.

Muitos dos usuários que chegam até o Escritório Online pesquisaram artigos ou informações no site, pois estavam em busca de informação básica. Informação essa que é direito de todos conhecer. Elas querem entender um direito básico seu, mas não conseguem. Muitas vezes porque a informação é incompleta, tem uma linguagem inacessível, ou sequer está disponível.

Querer saber sobre direitos básicos não é uma consulta. Para mim, como advogado, consulta é uma abordagem estratégica aplicada ao caso concreto apresentado por um cliente. Já a dúvida é uma questão de desinformação. Quais são os direitos básicos de um trabalhador? Como ocorre o processo de divórcio em geral? Como posso assegurar uma convocação num concurso público? Quem tem direito a se aposentar?

O problema é que nós advogados e a própria OAB mantemos os cidadãos desinformados em nome de uma falsa ética. Quantas vezes nós, profissionais do direito, produzimos conhecimento jurídico acessível a qualquer cidadão para que ele fique esclarecido e tenha consciência de quando precisa de um advogado ou não? Na maioria das vezes advogados escrevem com vaidade e sequer conseguem passar a mensagem para um cidadão em busca de informação

Veja quantos sites de medicina divulgam informações acessíveis. Agora veja a resistência de advogados e o Código de Ética da OAB que proíbe práticas que são fundamentais para esclarecer todos os cidadãos.

E cidadãos desinformados pagam menos. Quando você e eu queremos comprar um celular, antes, nós vemos a nossa necessidade e pesquisamos qual aparelho nos atende melhor. Eu pelo menos faço isso, e em seguida procuro uma loja. Com advogados deveria ser o mesmo.

Cidadãos têm o direito de ter acesso ao conhecimento de seus direitos básicos. E por que isso não é feito? Por que não educá-los, torná-los conscientes e deixá-los bem informados para tomarem uma decisão mais acertada?

Penso que só assim seremos valorizados. Não devemos esperar da OAB, que - pelo visto - prefere cidadãos desinformados, nem mesmo do Jusbrasil, que pelo menos faz o seu papel de aproximar as duas pontas (advogados e cidadãos). Temos que partir para uma revolução de acesso de todos à informação. E isso começa por nós.

Um abraço! =] continuar lendo

O Jusbrasil e demais sites do gênero fazem o cliente crer que estamos a disposição gratuitamente. Não adianta esperar uma mudança de postura destes, somos nós advogados que devemos deixar de assinar e não responder dúvida alguma desses clientes. continuar lendo

Concordo, a culpa não é do jusbrasil e sim das pessoas, mas acho que facilita muito sim, é só entrar, perguntar e o advogado de plantão vai lá e responde a perguntinha, que ele poderia fazer pelo whatsapp, messenger, etc. Pra mim é a mesma coisa, contudo, paga e participa do sistema quem quer, e hoje não é proibido, se fosse há alguns anos sim.
Eu prezo olhar para o cliente, ele olhar pra mim e dizer a ele o que penso, pesquisar na hora, responder na hora, olho no olho, para que ele me conheça e veja meu trabalho. Responder pergunta sem comprometimento qualquer um faz, até o google, e pra quem não quer pagar eu sempre recomendo o dr. Google. continuar lendo

Excelente... Pior, tem "BESTA" que responde. Vai que achou o diploma no lixo. continuar lendo

Concordo.
Eu assinei por 4 meses. Quando falava da necessidade de atendo consulta nem retornavam mais . Resultado ? Nenhum cliente obtive pelo site. Cancelei a assinatura. continuar lendo

BINGO! Exatamente o que penso. Sob um pretexto "nobre" de informar o cidadão, o site faz é fazer cortesia com "chapéu alheio"!

E daí, o ADV "PRO" paga uma "módica taxinha" para ter "acesso" e passar a receber casos de potenciais clientes, o que afronta a dignidade da profissão e configura ainda captação indevida de clientela. Muito lindo, se não fosse uma tremenda sacanagem. continuar lendo

Weslhey - @weslheyramos - e todos dessa discussão,

O Jusbrasil é um diretório de advogados, uma lista, que possui a funcionalidade de enviar uma mensagem a todos os listados numa determinada página do diretório (advogados de uma determinada área X cidade).

Como em toda ferramenta para facilitar contato, a ideia é deixar o usuário à vontade para entrar em contato, não o contrário.

Percebam que não existem sites de advogados, nem páginas de redes sociais de escritórios, que digam: "Se entrar em contato, você será cobrado" ou "Só entre em contato se for me pagar pela nossa conversa inicial".

E por que nenhum advogado ou qualquer outro prestador de serviço coloca uma mensagem dessas em suas comunicações?

Porque isso assusta as pessoas, incluindo aquelas com causas legítimas e que vão contratar um advogado.

Então, o "trade-off" é: inibo todo tipo de contato, assustando-os com avisos de cobrança, para que cheguem muito menos contatos, mas melhor qualificados, ou deixo-os à vontade para entrar em contato e, se forem contatos do meu interesse, respondo-os?

Optamos pela segunda opção, por ser essa a opção que todos os advogados fazem em seus sites e páginas de redes sociais.

Você não é obrigado a responder os contatos e, se os responder, pode ou 1) iniciar a sua conversa já avisando que vai cobrar ou 2) proceder da forma como todo advogado que conheço faz: primeiro entende-se o que está acontecendo, numa conversa preliminar e, em seguida, se for o caso, estabelece-se os termos de um serviço pago.

A impressão que tenho é que se propõe tratamento diferente ao contato das pessoas que chegam via Jusbrasil, por serem, em sua maioria, questões de baixo valor (dificuldades irrelevantes para quem conseguiu se tornar um advogado, apesar de gigantescas para essas pessoas).

O que propõem não é como se age se um Abílio Diniz liga tentando entender uma querela empresarial e avaliar se deve ou não contratar um profissional. Ninguém recebe uma ligação dessas e diz: "Abílio, pera lá, antes que diga qualquer coisa, saiba que essa conversa é cobrada".

O que 100 em cada 100 advogados que conheço fazem, numa situação dessas, é tentar demonstrar conhecimento, sem cobrar por isso, a fim de conquistar a confiança do Abílio, gerar credibilidade e, quem sabe, viabilizar uma contratação.

Já contratei advogados algumas vezes, de preços razoáveis e também aqueles mais caros. Nunca recebi um tratamento como o que propõem. Conheço também várias pessoas que já contrataram parecer de juristas caríssimos e o procedimento sempre é o mesmo: o possível cliente conta tudo, com calma, numa conversa preliminar, que não é paga, e então avalia-se a viabilidade do parecer.

Advogados que trabalham com clientes de baixa renda também adotam o mesmo procedimento de conversa preliminar não cobrada.

Resumindo, esse é o modus operandi de todo profissional do direito (em seus sites, redes sociais e nos contatos que recebem).

Acham mesmo que faz sentido ser diferente no Diretório Jusbrasil? Não acham que isso mais afastaria as pessoas do que as aproximaria, afugentando contatos que poderiam ser de interesse de vocês?

[Lembrando que você não é obrigado a responder esses contatos, nem gasta créditos com o que não responde.]

Se entendem, genuinamente, que deve ser como propõem, por favor nos ajudem com sugestões de como deveria ser essa comunicação e podemos então testá-la e avaliar juntos se é uma abordagem melhor. continuar lendo

Weslhey Ramos,
Tem que enviar essa ideia para eles.

Esses dias consultei um site: www.orienteme.com.br.

No qual psicólogos, coaching's e psiquiatras podem oferecer seus serviços mediante pagamento.

E esses profissionais também só realizam consultas e ganham R$ 120,00 por cada consulta.

Diante de toda essa situação, que alguns advogados cobram consulta e outros não, então, o ideal é abaixar um pouco o valor da consulta e TODOS OS ADVOGADOS passarem a cobrá-la.

Nem que seja R$ 80,00. Pelo menos, o advogado não perde tempo e os clientes não choram tanto.

Numa cidade onde advoguei, a situação era bem complicada, as pessoas em geral eram bem carentes e a maioria dos advogados, quase sempre não cobravam consulta.

E os mesmos clientes circulavam de escritório em escritório tirando "dúvidas".

E eles começaram a questionar um e outro advogado: "Doutor, mas o outro doutor beltrano disse que era assim .... e por que o senhor está dizendo diferente?"

E muitos dos clientes que já tinham advogado constituído, tudo o que acontecia no processo eles se deslocavam até outros escritórios de advocacia para tirar "dúvida".

Até porque os advogados não cobravam consultas.

E depois voltavam no advogado constituído e começavam a discutir e a brigar com o advogado.

E o advogado constituído acabava por ter que substabelecer para o outro advogado, porque o cliente ficava convencido que o outro sabe mais e sabe explicar melhor.

E depois para o primeiro advogado constituído cobrar seus honorários, muitas vezes tinha que ser judicialmente ou ficar no prejuízo.

E eles trocavam de advogado, o processo continua a tramitar lentamente e continuava a confusão.

E depois o cliente não queria pagar o novo advogado, porque já tinha pago o primeiro. Ou, não queria pagar o trabalho do primeiro advogado.

Enfim, começou a confusão até entre os advogados.

E em algumas reuniões na OAB ficou estabelecido, então, que todo advogado deve cobrar consulta, porque isso inibe de um mesmo cliente procurar três ou mais escritórios de advocacia para tirar uma "dúvida".

Agora, para se destacar como bom profissional, se quer elaborar uma informação para o público saber do seu direito e buscar um advogado para melhorar a sua vida, isso não há vedação pela OAB, é plenamente plausível. continuar lendo

Vamos difundir essa ideia de cobrança de honorários!
Acredito que fazendo posts bem elaborados e simples, ajudaria a informar a população que ainda crê que todo advogado é rico e não precisa cobrar consulta. continuar lendo

José Ângelo, mesmo os de nós que são ricos têm direito de cobrar honorários. De cobrar e de receber, of course. A condição financeira de cada um é irrelevante. Já a remuneração pelo trabalho realizado é direito universal. Meu contador é rico. Quer dizer então, que terá obrigação de fazer meu IR de graça? Porque "não precisa"? Honorários não são esmolas. Não é necessário que o profissional "precise" do dinheiro. Uns precisam mais, outros menos, o que é irrelevante. Honorários são remuneração. A única coisa que o profissional precisa para fazer jus é prestar os serviços.

Você já foi servidor público? Eu sim. É uma ótima comparação. A remuneração ao cargo pretendido está no Edital. Para fazer jus a ela, basta passar no concurso, tomar posse e entrar em exercício. Lá, notamos que entre os colegas, todos com idêntica remuneração, uns ostentavam condição financeira melhor que outros. Uns iam trabalhar à pé, de ônibus, de bicicleta, de moto, de carro popular, de carro de luxo... Nessa ordem. Havia uma ordem crescente de status social entre os colegas, de mesmo cargo e função.

Acontece que uns eram casados com pessoas ricas, ou eram filhos de pessoas ricas, ou eram, de fato, pessoas ricas, com vasta renda de aluguéis de imóveis herdados, fazendas, etc. Outros, com mesmíssimo salário, viviam na tira. Aquilo era tudo o que tinham para sustentar uma família, filhos, pais idosos, maridos desempregados... Cada um tinha a sua realidade. Mas no dia 6 de todo mês, todos recebiam o contracheque, onde até os centavos eram iguais. Só mudava mesmo o nome da pessoa, e na fila do banco para receber (tinha uma agência bancária dentro do órgão), alguns usavam sapatos baratos e roupas surradas. Outros estavam (des) confortavelmente montados em caríssimos scarpins da Arezzo e calças jeans, tinindo de novas, da então famosa (e cara) marca "zoomp". Esses não deixavam de receber seus pagamentos porque o cara do caixa olhava de cima abaixo e dizia: "ah, você não precisa". Ora essa. continuar lendo

Respondendo à questão levantada no trecho:

"R$357,23 por uma consulta simples e R$765,50 por consulta de análise de documentos, na minha humilde opinião muito justo por sinal, mas, seria algo dentro da realidade do nosso país?"

Acho que sim, que é algo dentro da realidade de nosso país. Se, no entanto, a causa for de R$ 200,00, como a doutora citou, há uma alternativa:

Indicar os JESP, ou a Defensoria Pública ou os serviços jurídicos gratuitos das faculdades próximas. É o jeito. Mas não despreze o cliente e não permita que ele se sinta mal por isso. Diga com jeitinho que infelizmente é advogada particular e não recebe honorários "do governo". E que por isso, vc não não pode atuar em causas de valor abaixo de certo valor, mas... E daí ofereça as opções. Seja gentil, mas não seja besta.

Mesmo gostando da profissão e atuando por amor, temos família pra sustentar e é até uma irresponsabilidade empatar dinheiro de sustento da família mantendo um escritório que não dá retorno suficiente nem pra uma feira. Seu filho adoece e vc tem que passar a madrugada inteira numa fila de hospital para ser atendida pelo SUS porque não tem um plano de saúde e no dia seguinte, tem audiência logo cedo. E vai pra audiência cansada e preocupada porque não tem sequer dinheiro pra comprar o remédio que o médico do SUS prescreveu. Isso é indigno. Você não terá condições de cuidar nem de sua família e nem do cliente, pois com a cabeça cheia de problemas financeiros insolúveis, é impossível se concentrar para fazer um bom trabalho.

Advocacia é amor sim, mas também é meio de vida. Não é "antiético" viver do fruto do nosso trabalho. Pelo contrário. Nada é mais ético e honrado na face da Terra. Nunca permita que te façam se sentir mal por isso. O dinheiro mais sagrado que existe é o que ganhamos para o pão de cada dia, lutando bravamente por cada centavo. Muita gente aí se diz "trabalhador", mas é péssimo funcionário, só chega atrasado, vive "aplicando atestado" (termo chulo usado por certos trabalhadores), tem preguiça do serviço e nunca cumpre um prazo, mas todos concordam que o salário dele é "sagrado", coitadinho, porque é um "trabalhador". Nós, advogados, também somos trabalhadores, pois trabalhamos. E não temos salário. Nossa remuneração são os honorários. E temos a ele o mesmíssimo direito que tem o trabalhador ao salário. E isso precisa ser "consertado" na consciência coletiva e cabe a nós, fazê-lo. Como disse Fátima Burégio, eduque seus clientes. Mas antes, eduque a vc mesma. Saiba o valor do seu trabalho e o cliente certo virá a você. Acredite. continuar lendo

Excelente posicionamento, doutora. Amo a Advocacia e tiro dela meu sustento há mais de 40 anos. Não há nada mais gratificante do que exercer nossa profissão com dignidade e orgulho, sempre. continuar lendo